quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como ou quanto?

Final do dia, busco a Catarina no colégio. Já no carro, voltando para casa, faço a tradicional pergunta:

- E aí, como foi a tarde, querida?

Em meio ao barulho do trânsito, ela devolve então outra pergunta:

- Como ou quanto?

Já rindo, respondo:

- Como. Perguntei "Como foi a tua tarde?". Mas já que tu tocou no assunto: quanto estava hoje?

Sim, quem convive com o diabetes, sabe que procuramos saber "quanto estava a glicemia". Por isso, quando perguntei para a minha filha "como foi a tarde", ela já entendeu o que eu queria saber: "quanto estava a glicemia na hora do recreio".

Pois é, de tanto buscar o controle do diabetes, de tanto perguntar para ela se está tudo bem, a Catarina aprendeu que estamos sempre investigando a glicemia dela.

E não tem outro jeito. É a nossa função como pais, como adultos responsáveis por ela.

É claro que devemos procurar fazer isso da forma mais leve, natural e sensível possível. Mas não adianta, ela já sabe no que estamos de olho.

Quanto disso será que a incomoda? Quanta chateação já provocamos? Tem outro modo de agir?

De certeza, só sabemos da nossa função, real e concreta: cuidar dos nossos filhos.

7 comentários:

  1. Adorei! É verdade mesmo, o nosso "como" depende muito do "quanto"...e vice-versa...rs...Bj!

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  2. Como te compreendo minha amiga.
    Nós como pais estamos sempre preocupados e tudo gira à volta dos valores da glicémia.
    Mas é mesmo assim.
    Bjs

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  3. Nossa, hoje fiz a mesma pergunta... como foi na escola filha? e ela me respondeu o valor da glicemia na hora do recreio..é automático... é assim mesmo, nossa função é estarmos sempre alertas...bjs

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  4. Es difícil conseguir el equilibrio entre lo importante que es el control de sus glucemias sin perder por ello de valorar el resto de las actividades realizadas por el niño a lo largo de su día. No obstante es fundamental por el bien del niño y por el de los papás que veamos la diabetes con naturalidad y forme parte del día a día de la educación de nuestros hijos y no se convierta en lo único importante.
    Los niños viven con diabetes y no para la diabetes.
    Un saludo, Marta
    www.creciendocondiabetes.blogspot.com

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  5. Não só com mães e filhos, mas namoradas/esposas...
    Chego do trabalho e ela ja pede como e quanto...hehhehe
    Faz parte!!!

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  6. Oi Simone...

    Só mudou o endereço (rsrsrs), mesma pergunta em casa, sempre... as vezes ele até responde direto, deu tanto...
    Tem dia que eu mudo o roteiro, pergunto antes o que aprendeu, o que foi mais legal, mas no final a velha pergunta!!!
    Mas estamos fazendo o nosso papel de família educadora!
    Beijos pra vc e família!

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