Número de casos novos subiu quase dez vezes em 20 anos, segundo estudo epidemiológico feito no interior de SP. Evolução anual da doença, ainda sem explicação precisa, é observada também na prática clínica e preocupa os especialistas.
Somos uma familia que desde a primavera de 2009 convive com a diabetes tipo 1 de nossa filha Catarina, então com 7 anos. A partir de lá aprendemos bastante: aplicar insulinas, fazer teste de glicemia, furar o dedo, contar carboidratos, evitar doces... Agora, queremos com este blog trocar experiências com outras familias.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Terceiro dia de aula
Fomos para o colégio ouvindo Arnaldo Antunes e Marisa Monte cantando “Paradeiro”. A letra diz assim:
“haverá paradeiro
para o nosso desejo
dentro ou fora de nós?”
Mas antes disso, a quarta-feira começou em alta: 250 mg/dL no café da manhã.
Considerando o valor, aproveitamos o furo no dedo já feito, tiramos mais uma gotinha de sangue e fizemos de novo a medição de glicose: deu 251 mg/dL.
Provavelmente, foi resultado da janta da noite anterior. Comemos empanados de frango (nuggets). A proteína e a gordura devem ter influenciado no resultado da glicemia da manhã. Na contagem de carboidratos, às vezes, acabamos esquecendo das proteínas e da gordura, que em parte também viram glicose no corpo. Como o café foi magro, aplicamos 3 Ul da rápida.
Ao meio-dia, a glicemia estava ótima: 134. Tendo almoçado arroz carreteiro feito com arroz integral, fizemos 3 doses de insulina rápida. Lembrando que ao meio-dia também aplicamos a insulina lenta.
Era dia de aula de educação física. Precisava então que ela levasse a merenda junto para a quadra de esportes, caso necessitasse de alimentação contra uma eventual hipo. Fui falar com a professora para lembrá-la de que a Catarina precisava levar a sua merenda na educação física (sempre sob o olhar de censura da nossa filha).
No lanche da tarde, a medição da glicemia apontou 154. Certamente, o valor foi influenciado pelos exercícios da educação física. A Catarina assim aplicou-se 2 doses de insulina: uma para baixar e outra para cobrir o lanche com 20g de CHO.
No final da tarde, voltamos curtindo e cantando de novo o Arnaldo e a Marisa:
“haverá pára-raios
para o nosso desmaio
no momento preciso?
uns vão de pára-quedas
outros juntam moedas
antes do prejuízo
num momento propício
haverá paradeiro para isso?”
Ao chegar em casa, deu 166 mg/dL. Para nós, resultado ótimo! Como ela jantou 2 sanduíches com pão integral, mais um chocolate, fizemos 5 doses de apidra.
À noite, a Catarina quis fazer um presente para a professora (mais uma boa notícia): fez um sachê com sabonete.
Ela se queixou de muita sede e disse que devia estar com hiper. Medimos a glicose e deu 127 (sede também pode ser provocada pelo calor ou pela comida salgada).
Quando foi dormir, 76, o que exigiu mais um lanchinho para garantir a glicemia da noite.
“haverá paradeiro
para o nosso desejo
dentro ou fora de nós?”
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Segundo dia de aula
A terça-feira começou muito bem: glicemia de 86 mg/dL no café da manhã. Como só comeu uma fatia de pão integral coberta de geleia diet, não foi preciso aplicar insulina.
A Catarina queria ir cedo para o colégio. Pediu para eu não me atrasar para o almoço, para poder chegar à 1 hora da tarde na escola (bom sinal; demonstração clara do quanto ela gosta do colégio).
Ao meio-dia, outro resultado ótimo: 126. Como comeu massa integral com carne de frango, fizemos 3 doses de apidra.
Ao chegar no colégio, ficou conversando com as amigas e quando deu o sinal, disse sorrindo que eu já podia ir. Nessas horas, dá um misto de alegria, por saber que ela sente-se segura, e ao mesmo tempo uma pontinha de saudade, pois cada dia que passa ela fica um pouquinho mais independente.
Durante a tarde, a medição de glicemia deu 227 mg/dL. Erramos na dose da insulina ao meio-dia. Como ela comeu três porções de massa, cada um com 20g de carboidrato, fizemos 3 doses de insulina. Acontece que com massas, ainda que integrais, o cálculo de 1 dose de insulina rápida (apidra) para cada 20g de carboidrato não tem funcionado. A nutricionista sempre nos alertou para o fato de que cada organismo reage de um modo, o que faz determinados alimentos provocarem um aumento diferente da glicemia. É o que constatamos com as massas, a ponto de 1 dose de insulina rápida não ser suficiente para cada 20 g de CHO. Da próxima vez que ela ingerir massas (o que só faremos quando ela pedir para comer massa), vamos aumentar a dose (no mínimo uma dose para cada 15 g de CHO).
Como a glicose estava 227 e o lanche tinha 40g de carboidrato, a Catarina aplicou-se antes do recreio 4 doses.
No final da tarde, fomos todos buscá-la no colégio, eu, a Simone e o Miguel, que dia 21 fez 6 meses. Ela ficou supercontente.
Chegando em casa, depois de comer um picolé de fruta na rua, a glicemia deu 170 mg/dL. Fizemos então mais 7 doses de insulina, considerando o conteúdo da janta (50g de CHO), o picolé ingerido pouco antes, mais a sobremesa. Resultado: ao dormir o teste apontou 96 de glicemia, o que exigiu mais um lanchinho antes de deitar.
E assim passou mais uma dia, quase perfeito, não fosse o resultado da medição do meio da tarde. Mas qual dia não é quase perfeito!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Novo layout
Depois de umas pesquisas decidi mudar o papel de parede do blog (essa parte é divertida hihihi)adorei o fundo que eu escolhi. mil corações
bjs catarina.
bjs catarina.
Hummm... sobremesa boa
| No começo da diabetes da Catarina a gente teve que descobrir e aprender tanta coisa. Uma delas é que pequenas coisas fazem grandes diferenças. Por isso vai a dica dessa sobremesa. Quem faz contagem de carboidratos sabe da importância dos números, e de como a gente roda, e roda atrás de produtos com baixo carboidrato. Essa sobremesa da Batavo é uma delícia. Aqui em casa todo mundo adora. Tem poucos carboidratos, quase nada de gordura e substitui legal os iogurtes de chocolate que a gurizada adora. Dá até pra incrementar e comer com morangos, ou gelatina. No lanche da escola quebra um galho agora no verão. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O kit insulina-glicosímetro da escola
Resolvi postar hoje sobre o kit que a Catarina leva na escola para fazer a medição da glicose e a insulina.
Antes, quando ela ia na enfermaria ano passado, ela levava o Kit do Performa Nano (Accu-Chek), que é o que usamos em casa.
Agora que ela quer fazer o teste no banheiro, precisávamos de algo mais prático. No caso do Performa Nano as fitas vem no potinho, e a Catarina teria que abrir o potinho, pegar uma fitinha e colocar no aparelho.
Daí resolvemos montar o kit dela misturando dois medidores, juntando o que cada aparelho tem de melhor para uma criança fazer a ponta de dedo na escola.
Hoje ela tem feito com o glicosímetro Breeze da Bayer, já que as fitas dele ficam dentro do aparelho, só precisando apertar um botão para um pedaço da fitinha sair e encostar no sangue. Troca-se o dispositivo das fitas a cada dez medições. Mas o lancetador do Breeze (Bayer) não é tão prático para uma criança, pois para cada medição é necessário trocar a agulha. Não é o sistema de tambor como o Performa (Accu-Chek).
Então ela usa o lancetador do Performa e o medidor Breeze. Por enquanto está funcionando.
Acho que a gente tem que ir se adaptando a cada nova etapa e facilitando a vida dos nossos filhos. Já que o recreio também é tempo para brincar, correr, se divertir, bater papo, trocar adesivos, além de medir a glicemia e aplicar insulina, se necessário. Ah, falando em insulina ela já leva de casa a caneta pronta com a agulha. E também não coloca a agulha no lixo do colégio. Ela guarda a caneta com a agulha e a troca é feita em casa.
Ela carrega também uma tabela com a referência das doses que ela deve fazer a partir do valor da glicose, levando em consideração que o lanche dela tem em média 20g de carboidratos. Se as gramas de carboidrato aumentam, ou para os dias de Educação Física, usamos tabelas diferentes.
Esse é só um relato de como nós encontramos, junto com a Catarina, um jeito prático para ela medir a glicemia na escola.
Que cada um encontre o seu.
Abraço, Simone.
| Bolsinha da Catarina |
Antes, quando ela ia na enfermaria ano passado, ela levava o Kit do Performa Nano (Accu-Chek), que é o que usamos em casa.
Agora que ela quer fazer o teste no banheiro, precisávamos de algo mais prático. No caso do Performa Nano as fitas vem no potinho, e a Catarina teria que abrir o potinho, pegar uma fitinha e colocar no aparelho.
Daí resolvemos montar o kit dela misturando dois medidores, juntando o que cada aparelho tem de melhor para uma criança fazer a ponta de dedo na escola.
Hoje ela tem feito com o glicosímetro Breeze da Bayer, já que as fitas dele ficam dentro do aparelho, só precisando apertar um botão para um pedaço da fitinha sair e encostar no sangue. Troca-se o dispositivo das fitas a cada dez medições. Mas o lancetador do Breeze (Bayer) não é tão prático para uma criança, pois para cada medição é necessário trocar a agulha. Não é o sistema de tambor como o Performa (Accu-Chek).
Então ela usa o lancetador do Performa e o medidor Breeze. Por enquanto está funcionando.
| Aqui o que vai dentro da bolsinha |
Acho que a gente tem que ir se adaptando a cada nova etapa e facilitando a vida dos nossos filhos. Já que o recreio também é tempo para brincar, correr, se divertir, bater papo, trocar adesivos, além de medir a glicemia e aplicar insulina, se necessário. Ah, falando em insulina ela já leva de casa a caneta pronta com a agulha. E também não coloca a agulha no lixo do colégio. Ela guarda a caneta com a agulha e a troca é feita em casa.
Ela carrega também uma tabela com a referência das doses que ela deve fazer a partir do valor da glicose, levando em consideração que o lanche dela tem em média 20g de carboidratos. Se as gramas de carboidrato aumentam, ou para os dias de Educação Física, usamos tabelas diferentes.
| Tabela prescrita pela endocrinologista da Catarina |
Esse é só um relato de como nós encontramos, junto com a Catarina, um jeito prático para ela medir a glicemia na escola.
Que cada um encontre o seu.
Abraço, Simone.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Primeiro dia de aula
Começaram as aulas... E a rotina segue.
Time-lapse: veja como foi a volta às aulas em colégio da Capital
De manhã, ao acordar, a glicemia estava em 160. Ontem, o jantar tinha bastante proteína, e isso deve ter colaborado para a alta, acima do que geralmente ocorre quando ela acorda. Como ela comeu 3 fatias de pão integral cobertas com geleia diet, fizemos 4 doses de apidra.
Mesmo assim, ao meio dia, a glicemia estava em 226. Provavelmente, empurrada para cima pela emoção da volta às aulas. Aplicamos além da insulina lenta (lantus), mais 3 doses da rápida (apidra), considerando que ela comeu mais carne e tomate e pouco arroz integral.
Quando busquei ela no colégio, depois de falar sobre a aula (ela gostou da professora e dos novos colegas, o que dá uma alegria enorme), perguntei sobre o teste e se havia feito a insulinização. No recreio, conforme o combinado, a Catarina mais uma colega – já do ano passado e que sabe que ela é diabética – foram ao banheiro para fazer nova medição: deu 193. Ela decidiu fazer só uma dose de apidra, apesar da tabelinha que ela leva dizer para fazer 2 quando o teste dá entre 150 e 200, considerando o lanche com 20g de carboidrato. Resultado: ao final da tarde estava novamente 226. Aplicamos mais 6 doses da insulina rápida, tendo em conta a medição e o carboidrato consumido no momento.
A noite, ela nos perguntou se havíamos contado para a professora sobre o diabetes. Relatamos que conversamos a respeito com a coordenação do colégio, e que eles devem ter falado para a professora. A Catarina comentou que “nem precisava mesmo contar para a professora” (ela nunca gostou de ser tratada diferente dos demais; além de mostrar a sua segurança no controle e aplicação da insulina).
Já às 10 horas da noite, preparando-se para dormir, novo teste: 115. Daí ainda foi necessário comer pelo menos um iogurte, para passar bem à noite.
Parece que neste primeiro dia, tudo transcorreu bem (ainda que as glicemias pudessem ser um pouco mais baixas).
Por retratar de forma especial o quotidiano, segue link de um bonito registro do colégio da Catarina na hora do recreio. É muito bom imaginar ela no pátio, correndo com seus colegas, como qualquer criança...
Time-lapse: veja como foi a volta às aulas em colégio da Capital
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Volta às aulas!
Quando as férias chegam, ficamos felizes, aliviados com o fim do leva e traz diário do colégio, com a folga das tarefas escolares.
Desde o diagnóstico, a endocrinologista logo orientou que a Catarina deveria fazer o teste de glicemia e aplicar a insulina também no colégio. Segundo a médica, ela não deveria passar toda a tarde sem controle. Assim, desde o início passamos a fazer o teste no colégio, na hora do recreio, e aplicando a insulina rápida, quando necessário.

Mas agora que já se passaram 2 meses, todos sentimos saudades da boa e velha rotina.
A Catarina esta semana chegou a dizer: - Que saudade do tema de casa!
E para o diabetes, nada como a rotina. Fora dela, sempre acaba sobrando espaço para uma guloseima a mais! Um exercício a menos!
Desde o diagnóstico, a endocrinologista logo orientou que a Catarina deveria fazer o teste de glicemia e aplicar a insulina também no colégio. Segundo a médica, ela não deveria passar toda a tarde sem controle. Assim, desde o início passamos a fazer o teste no colégio, na hora do recreio, e aplicando a insulina rápida, quando necessário.
Para nossa surpresa (e também orgulho), mesmo com sete anos, nossa filha logo quis aprender a aplicar a insulina e a fazer o teste de glicemia. E assim ela começou a levar o aparelhinho mais a caneta.
Ia tudo bem, até que um dia, um dos seus colegas encontrou uma agulha no chão, picou o dedo e começou a chorar. A professora na época era uma substituta, pois a titular estava em licença maternidade, e acabou mandando ela e o colega para a coordenação. Para a Catarina, aquilo foi como um castigo, e ela passou a não quer mais fazer o teste.
Começamos então eu e, principalmente, a Simone a ir ao colégio todas às tardes, no intervalo, para fazer o teste de glicemia e aplicar a insulina se preciso.
Foi trabalhoso, mas ao fazer o exame da hemoglobina glicada, 6 meses depois, deu 6.8.
Depois disso, trocamos de cidade, e no novo colégio havia enfermaria, onde a Catarina começou a fazer a medição. No início, também ia tudo bem, até o dia em que ela se queixou dos comentários da enfermeira, que ao ver a glicemia alta dizia coisas do tipo: - Hum, não esta bom!
A Catarina então preferiu fazer o teste e a insulinização no banheiro mesmo do colégio. E desse modo ela seguiu.
Na segunda-feira, reiniciam as aulas da nossa filha. Além de encontrar os colegas e a nova professora, ela volta a sua rotina, de todo recreio fazer o teste de glicemia e aplicar a insulina, conforme tabela que ela leva, considerando então os carboidratos do lanche.
Seja bem-vinda, rotina querida do dia a dia!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Curso Doce Desafio - Diabetes e exercícios físicos
Gente recebi esse e-mail da Jane Dullius, coordenadora do Programa Doce Desafio, da UNB (Brasília), e que eu conheci através da escola de Dança Dullius, onde a Catarina fazia street dance ano passado.
Informações: www.proafidi.com.br, curso.doce.desafio@gmail.com, (061)3107.2556
Quem tiver interesse vale a dica.
Aproveito para divulgar o livro da Jane também:
Diabetes Mellitus - Saúde, Educação, Atividades Físicas
Jane Dullius
Ed. UNB
2007
Cópia do e-mail:
Curso sobre Diabetes, Educação, Exercícios físicos
Aproveito para divulgar o livro da Jane também:
Diabetes Mellitus - Saúde, Educação, Atividades Físicas
Jane Dullius
Ed. UNB
2007
Cópia do e-mail:
Curso sobre Diabetes, Educação, Exercícios físicos
O Programa Doce Desafio, que proporciona educação em diabetes utilizando atividades físicas orientadas como meio, iniciou em março de 2001 como Proafidi (Projeto de atividades físicas para diabéticos) na Universidade de Brasília. A palavra DESAFIO é formada pelas iniciais das palavras que identificam nosso trabalho: “Diabetes, Educação em Saúde, Atividades Físicas Orientadas”.
Nesses 10 anos de funcionamento foram mais de 700 diabéticos acompanhados regularmente, mais de 800 estudantes e profissionais de todas as áreas capacitados (educação física, nutrição, enfermagem, medicina, fisioterapia, psicologia, farmácia, serviço social, terapia ocupacional, biomedicina, odontologia, etc) em programas interdisciplinares contínuos semestrais de atendimento orientado e em cursos (em Brasília e em outras cidades).
Desde 2002 foram muitas participações e mais de 150 trabalhos diferentes apresentados em congressos nacionais e internacionais (Paris, São Paulo, Goiânia, Florença, Cape Town, Salvador, Havana, Campinas, Cairo, Porto Alegre, Montreal, Fortaleza, Santiago), além de trabalhos acadêmicos de doutorado, mestrado, especialização, iniciação científica e de conclusão de curso, além de publicações de artigos e do livro “Diabetes Mellitus: saúde, educação, atividades físicas”.
Em 2007 fundamos a ONG-OSCIP Instituto Doce Desafio. E neste ano de 2011, a coordenadora Jane faz 40 anos de vida doce com saúde, além dos 10 anos de programa. Assim, comemorarmos esses êxitos com alguns eventos especiais. Entre eles, o curso que apresentamos abaixo.
Venha participar conosco e colaborar com este trabalho!
CURSO: DIABETES E EXERCÍCIOS FÍSICOS
Datas: 25 a 27 de março de 2011, sexta a domingo
Horário: sexta 18h30-22h30, sábado e domingo 8h30 às 18h30h
Promoção: Programa Doce Desafio (Instituto Doce Desafio e Universidade de Brasília)
Local: Brasília
Palestrantes:
• Prof. Drª. Jane Dullius – Docente na Universidade de Brasília, Doutora em Ciências da Saúde, Mestre e Especialista em Educação, Professora de Educação Física, Técnica em Alimentos, orientadora da pós-graduação na linha de pesquisa “educação em diabetes”, coordenadora do programa Doce Desafio / Proafidi na UnB, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Rede de Educadores Latino-Americana em Diabetes, autora do livro "Diabetes Mellitus: saúde, educação, atividades físicas", ex-atleta e diabética desde 1971;
• Sandra Soares Lemos – Mestre em Ciências da Saúde; Fisioterapeuta e educadora física; especialista em fisioterapia traumato-ortopédica e fisiologia do exercício. Monitora do projeto Doce Desafio (2º semestre de 2001 ao 2º 2007) auxiliando na coordenação durante o período. Trabalhando com cursos em educação em diabetes pelo Doce DESAFIO; Colaboradora no livro “Diabetes Mellitus, Saúde, Educação, Atividades Físicas”.
• André Otávio Protzek – Educador Físico (UnB/2007), Mestre em Ciências Médicas (UnB/2009), Doutorando em Fisiologia (Unicamp) pelo departamento de Anatomia, Biologia Celular e Fisiologia e Biofísica. Desenvolveu três projetos de iniciação científica (PIBIC) em 2005, 2006 e 2007, atuando diretamente com exercício e diabetes durante sua formação. Atualmente é membro e palestrante pelo Doce Desafio, realiza pesquisas na área de resistência à insulina, metabolismo energético e exercício físico.
• Frederico Santana – Graduado em Educação Física (UnB/2003), Pós-graduado em Fisiologia e Cinesiologia da Atividade física e Saúde (UFG/2004) e em Treinamento Esportivo (UnB/2004), Mestre em Educação Física (UnB/2007). Experiência em grupos de pesquisa como o Doce Desafio (Diabetes, Educação, Atividade física) e Gepafi (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos). Atuação: preparação física, musculação e treinamento para grupos especiais.
• Guilherme Falcão Mendes – Nutricionista (UnB-2008), mestrando em Educação Física, Nutrição e Saúde pela FEF-UnB, formação foi bolsista de PIC 2006/2007, PIBEX 2006 e 2007, monitor e pesquisador desde 2005, supervisor do programa Doce Desafio em Sobradinho, e supervisor de educação em nutrição, colaborador no livro “Diabetes Mellitus, Saúde, Educação, Atividades Físicas” e Diretor do Instituto Doce Desafio.
• Gisele Rodrigues – Educadora Física (UnB), Mestranda em Educação Física (FE-UnB), Especialista em Fisiologia do exercício, monitora-supervisora no Doce Desafio desde 2005, participante do GEPAFI, foi bolsista de PIBIC/UnB, colaboradora no livro "Diabetes Mellitus, Saúde, Educação, Atividades Físicas".
• RodrigoFonseca Lima - Farmacêutico formado pela UnB, estágio realizado em Recife, atuando no Doce Desafio como monitor em 2008 e 2009 e pesquisador de PIBIC 2009 e 2010, mestrando em Saúde Coletiva pela UFPE, palestrante.
• Felipe Feres Nassau – Graduado em Educação Física (UnB - 2008), graduando em nutrição (UniCEUB), presidente do Grupo de Estudos em Ciências do Esporte TRUST Sports. Membro do programa Doce Desafio. Atleta velocista universitário. Atuação: Personal Trainer e consultor esportivo com ênfase no desenvolvimento de força, potência e flexibilidade com experiência em atletas, grupos especiais, recreativos e lesionados.
• Suliane Beatriz Rauber – Educadora Física formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Em sua formação foi bolsista de PIBIC/CNPq nos anos 2009/2010, monitora do programa Doce Desafio desde 2008. Atuou no Programa de Extensão Universidade Aberta à Terceita Idade - UnATI, da UCB. Faz parte da equipe de colaboradores do Laboratório de Estudos da Educação Física e Saúde - LEEFS, do curso de Educação Física da UCB.
Atletas convidados:
Programa:
Sexta:
18h30 – Abertura
Depoimentos de atletas diabéticos
Sábado:
8h30 – Conceitos básicos em diabetes mellitus, seu tratamento e prevenção e o papel do exercício físico (Jane Dullius)
-Fisiopatologia do DM: desenvolvimento ao longo da vida (André Protzek)
-Complicações e comorbidades em DM e o condicionamento físico (Suliane Rauber)
-Exercício físico: mecanismo de sensibilidade à insulina (André Protzek)
-Bases da Nutrição em DM e suas relações com exercícios físicos (Guilherme Mendes)
-Autocuidados e insulinização – conhecimentos e práticas necessários (Jane Dullius)
-Avaliação Física: o que avaliar, como avaliar e porque avaliar (Suliane Rauber)
-Exercícios físicos com idosos diabéticos (Gisele Balbino)
-Noções de farmacologia em diabetes e comorbidades e suas relações com os exercícios (Rodrigo Lima)
-Debates
-Debates
Domingo:
8h30 – Prescrição e manipulação das variáveis do exercício: programas, periodização e adesão, impactos agudos e crônicos (Felipe Nassau)
-Gestão do Treinamento Físico e DM (força, cárdio e flexibilidade) (Frederico Santana)
-A qualidade de vida e as práticas físicas com diabetes (Sandra Lemos)
-Competências do profissional educação física relacionadas à DM – avaliação, prescrição e acompanhamento (Frederico Santana)
-Acompanhamento e ajustes pré, durante e pós exercícios com DM (Jane e Sandra)
-Debates com a participação de diabéticos praticantes experientes de exercícios físicos
- existem equações de predição para prescrição de exercícios?
- qual a experiência prática com o controle glicêmico e ajustes (insulina, CHO, suplementação e outros)
- até onde ir, quando parar, parar por quê?
18h20 – Certificados e Encerramento
Certificado emitido pelo Instituto Doce Desafio de 24h
Público alvo: estudantes e profissionais de educação física, fisioterapia, medicina, nutrição e outras áreas afins, diabéticos de nível superior interessados.
Inscrições:
- até 11 de março – R$ 120,00
- até dia 23 de março – R$ 160,00
- na hora e local – R$ 190,00
Quem reside à distância maior que 200 km de Brasília terá 60% de desconto.
Inscrições em grupos de mais de 3 ou mais pessoas receberão 5% de desconto por cada inscrito, até um máximo de 50% – mas a inscrição deve ser feita de todos juntos, no mesmo depósito bancário ou cheque.
Para realizar a inscrição, preencher a ficha relativa ao curso disponível no site www.proafidi.com.br e envia-la escaneada ao email curso.doce.desafio@gmail.com juntamente com o comprovante de depósito bancário realizado.
Para definir os valores da inscrição, o que conta é a data do depósito.
Verifique antes a disponibilidade de vaga e confirme sua vaga logo após realizar o depósito e enviar os comprovantes. Não nos responsabilizamos por inscrições além do limite de vagas.
Conta corrente:
Banco do Brasil – Agência: 2727-8 – Conta corrente: 13.856-8
Beneficiário: Instituto Doce Desafio (CNPJ 08.673.222/0001-87)
Estamos em contato com hotéis e pensões para conseguir algo mais em conta. Aguardem e sugiram.
Atletas e diabéticos ativos experientes que quiserem se oferecer, mandem seus dados.
Buscamos também apoios e patrocínios.
Informações: www.proafidi.com.br, curso.doce.desafio@gmail.com, (061)3107.2556
Jane Dullius
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Adoçantes...
Quando a gente começa a consumir produtos diets, a gente não sabe o tipo nem origem dos adoçantes. A gente só quer saber o que mais agrada ao paladar do nosso filho, o que tem menos gordura, o mais saboroso, o que é mais barato, mais prático pra levar no lanche da escola, enfim aqueles produtos que melhor se encaixam na nossa rotina.
Passado um tempo, a gente começa a ouvir, daqui e dali, que tal adoçante é melhor que outro. Ou pior, que adoçante faz mal pra saúde. Na minha opinião, pior é ficar com a glicemia descontrolada.
Ora, com certeza, tem adoçantes melhores, e adoçantes nem tão bons. Mas na hora de comprar um produto diet, a gente pensa em outras coisas. A gente quer é poder substituir produtos que antes a gente consumia com açúcar, por produtos diet.
Com a contagem de carboidrato é possível comer alimentos com açúcar, mas se tem um produto diet gostoso a gente dá preferência para o diet. Exemplo: sorvete, balas, sucos, refris (tão polêmicos nessas últimas semanas), iogurtes, achocolatados, chocolates, etc.
Ainda estamos aprendendo (acho que sempre estaremos) a conhecer os adoçantes. A gente já tem tanta neura, e ainda tem que se preocupar com os adoçantes...
Acredito que quanto mais natural uma alimentação melhor, para todos!! Não só para os diabéticos. Mas alguns adoçantes a gente vai ter que usar. Ainda bem que eles existem.
Por fim, achei uma matéria na revista da Farmamellitus nº 36,
agora de jan/fev/mar sobre adoçantes, págs 18 e 19:
http://www.farmamellitus.com.br/img/farma35.pdf
Boa leitura. Reflitam e façam suas escolhas. Essa é a melhor parte.
Abraços...
Passado um tempo, a gente começa a ouvir, daqui e dali, que tal adoçante é melhor que outro. Ou pior, que adoçante faz mal pra saúde. Na minha opinião, pior é ficar com a glicemia descontrolada.
Ora, com certeza, tem adoçantes melhores, e adoçantes nem tão bons. Mas na hora de comprar um produto diet, a gente pensa em outras coisas. A gente quer é poder substituir produtos que antes a gente consumia com açúcar, por produtos diet.
Com a contagem de carboidrato é possível comer alimentos com açúcar, mas se tem um produto diet gostoso a gente dá preferência para o diet. Exemplo: sorvete, balas, sucos, refris (tão polêmicos nessas últimas semanas), iogurtes, achocolatados, chocolates, etc.
Ainda estamos aprendendo (acho que sempre estaremos) a conhecer os adoçantes. A gente já tem tanta neura, e ainda tem que se preocupar com os adoçantes...
Acredito que quanto mais natural uma alimentação melhor, para todos!! Não só para os diabéticos. Mas alguns adoçantes a gente vai ter que usar. Ainda bem que eles existem.
Por fim, achei uma matéria na revista da Farmamellitus nº 36,
agora de jan/fev/mar sobre adoçantes, págs 18 e 19:
http://www.farmamellitus.com.br/img/farma35.pdf
Boa leitura. Reflitam e façam suas escolhas. Essa é a melhor parte.
Abraços...
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